Realizou-se na barragem de Alcântara, Espanha, nos passados dias
17 e 18 de Março, o I Encontro Amigos de Alcântara. Este
encontro de pesca de achigã, organizado por José Manuel
Iglesias, inicia-se com o objectivo de desenvolver esta modalidade fora
das competições oficiais e num ambiente de boa camaradagem
e amizade.
Nesta primeira edição, realizada em duas mangas, participaram
41 embarcações, que capturaram um total de 271 peixes
durante os dois dias, com quase 200 kg de peso. As boas condições
que a barragem apresenta actualmente e o bom tempo também colaboraram,
o que permitiu a muitos participantes pescar o limite máximo
permitido de 5 exemplares por barco, muitos deles com mais de 1 kg de
peso.
Na primeira manga, realizada no sábado, a equipa formada por
José Luis Serrano e António Gonçalves pesou 5,200
kg, ocupando assim a liderança; os segundos foram David Espax
e Javier Guillén, com 4,748 kg, e os terceiros Javier Turmo e
Jordi Estévez, com 4,440 kg. Durante esta primeira manga as águas
apresentaram-se limpas, mas frias (aproximadamente 12º), propiciando
o uso de drop shot, crankbait e texas.
Na segunda jornada verificaram-se algumas mudanças: o vento mudou
para oeste e a água aqueceu um pouco, passando a cerca de 14º,
mas os peixes continuavam a uns 10 metros de profundidade, pelo que
não houve variação significativa nas técnicas
utilizadas.
No fim da segunda manga, Enrique Rasero e Isaac Egea proclamaram-se
vencedores, com 8,474 kg nas duas jornadas, subindo do sexto posto do
dia anterior. O segundo lugar foi ocupado por José Luis Serrano
e António Gonçalves, com 8,402 kg, que afinal não
puderam manter a primeira posição. Em terceiro ficaram
Pedro Félix e Javier Galiana, com 7,952 kg, que subiram notavelmente,
uma vez que ocupavam o 14º lugar no fim da primeira manga. O maior
exemplar foi capturado por Sergio García, e pesava 2,015.
Este encontro foi também um pretexto para homenagear Alberto
Lozoya, grande amante da pesca, desaparecido há 4 anos. Assim,
o maior exemplar da primeira manga (2,075 kg), capturado por Manuel
Miño, recebeu o prémio Memorial Alberto Lozoya.
Que seja o primeiro de muitos encontros!